Autismo & Ansiedade

Temple Grandin, grande pesquisadora do tratamento racional dos animais nos Estados Unidos uma vez comparou-se a uma vaca. Tal coisa pode ser percebida através do documentário da rede britânica BBC “The woman who thinks like a cow” A mulher que pensa como uma vaca, em tradução livre.Ocorre que o ambiente e os estímulos dele provenientes são desconsertantes para autistas pois estes geram imprevisibilidade, ausência de ciclos ou continuidade! sendo assim, a emoção mais presente, como bem observou Temple Grandin é o medo. Proveniente do medo, vem a insegurança e por vezes um certo ar de desconfiança…

O panorama da desconfiança deixa os autistas mais vulneráveis as pressões do cotidiano e isto pode gerar ansiedade: Alguns estudos inclusive apontam para a incidência de crises de ansiedade em 30 a 40 por cento das crianças autistas e em 70 por cento dos adolescentes. Outros ramos da ciência ainda apontam para comorbidades associadas a ansiedade, tais como a Sindrôme do Pânico ou TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo. Ansiedade pode ser mitigada através de brincadeiras e jogos que absorvam o autista e promovam, ou a calma, ou a extravasão de tensões!

Pesquisas apontam por exemplo, que jogar vídeo game, de 15 a 30 minutos por semana pode atenuar a ansiedade, pode até mesmo favorecer o desenvolvimento do pensar analítico e da lógica. Outra prática á ser tentada é contar histórias e trabalhar com a voz para enfatizar o relaxamento, o estado de paz. Muitos profissionais da psiquiatria infantil trabalham com tal abordagem, introduzindo-a nas brincadeiras da rotina da criança.

Convém lembrar que nem tudo o que parece uma crise de ansiedade de fato o é: Crianças e adolescentes autistas podem ter dificuldades em auto regular-se ante aos estímulos do ambiente e chorar ou gritar para aliviar tal tensão